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Apoio feminino pode impulsionar campanha de Kamala Harris - Social Marília
27 de Abril de 2026

Apoio feminino pode impulsionar campanha de Kamala Harris


Favorita para representar os democratas nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, Kamala Harris se prepara para assumir, possivelmente, a campanha do partido. A primeira mulher negra e de origem asiática a ocupar a vice-presidência dos EUA, e a segunda a se eleger senadora, agora tem a possibilidade de chegar à disputa pela Casa Branca e fazer história. Sua presença na corrida eleitoral deve ampliar a representatividade. Kamala prometeu derrotar o magnata republicano Donald Trump e sua agenda extrema do chamado "Projeto 2025". Ontem, ela trocou a imagem de capa do perfil na rede social X pela mensagem "Vamos ganhar isso".  

Além da opinião de democratas influentes a favor da vice na liderança da chapa, como o
ex-presidente Bill Clinton e de sua esposa e ex-secretária de Estado, Hillary Clinton, pesquisas recentes apontam que Kamala poderia se sair melhor que Joe Biden como adversária de Trump.

Marca registrada de Kamala, os direitos reprodutivos e a mobilização das mulheres são pautas frequentes em seus discursos, o que pode influenciar o eleitorado de forma positiva ou negativa. "Penso que a entrada de Kamala pode ser bastante importante para ampliar o apelo entre as mulheres e as minorias, bem como os mais jovens, que, até então, mantinham maiores restrições em relação à figura de Joe Biden. Além disso, ela é uma candidata com bagagem e experiência, o que também pode auxiliar na conquista do eleitorado moderado", expõe Clarissa Forner, professora de relações internacionais na Universidade São Judas Tadeu (em São Paulo).

Por outro lado, o tempo é uma variável importante. "A convenção do partido ocorrerá em breve e não houve um trabalho anterior, nos últimos quatro anos, para tornar Kamala uma candidata mais viável e consolidada. Como indicado, o conservadorismo é um elemento muito presente na política norte-americana, e o fato de estarmos falando de uma mulher afroamericana, infelizmente, também pode trazer limitações em algumas faixas do eleitorado. Também há as dificuldades envolvendo o próprio Partido Democrata. Caso não haja um esforço de construção de unidade, nas próximas semanas, isto também pode enfraquecer a candidatura dela", afirma a especialista ao Correio.

Os votos das mulheres e das minorias democratas serão muito importantes para fortalecer o nome de Kamala na disputa, mas uma parcela conservadora ainda está inclinada a Trump. "É muito importante clarificar que nós estamos falando sobre mulheres e minorias democratas porque, em 2020, mais do que a maioria das mulheres brancas votaram em Trump. Essas mulheres não vão votar na vice-presidente. Entre as minorias democratas, acho que ela vai receber muito apoio das mulheres negras", afirma Gladys Mitchell-Walthour, pós-doutora e professora na Universidade de Carolina do Norte Central.

Em um embate direto entre Kamala e Trump, espera-se fortes contrastes. "Ela é extremamente inteligente, equilibrada e calma, o oposto de Trump. Ela vai mostrar a diferença entre os dois e vai ser claro quem pode lidar e fazer decisões importantes para os Estados Unidos. Claro que os fãs e seguidores de Trump vão achar que a personalidade explosiva dele é uma força, mas o eleitorado dos estados independentes pode decidir com base nas diferenças entre os dois", acrescenta Mitchell-Walthour. 

Apesar de a substituição ser aparentemente positiva, renovando os ares da eleição, Eric Heberlig, professor de ciência política da Universidade da Carolina do Norte, demonstra preocupação com a indecisão do Partido Democrata diante da aparente estabilidade na chapa de Trump. "Na medida em que Trump está à frente devido ao desempenho da administração Biden na economia ou na imigração, substituir Biden pela vice-presidente Harris não ajudará os democratas porque ela, provavelmente, será responsabilizada por eleitores que não gostam do desempenho ou das políticas da administração", disse. E alertou: "Se os eleitores comuns considerarem essa mudança nos candidatos um 'caos', isso também prejudicará os democratas, à medida que figuras fortes como Trump se oferecem, quando necessário, para proporcionar estabilidade e segurança quando o mundo parece estar desmoronando."

Possível candidata à Presidência dos EUA, Kamala Harris promete honrar os democratas e vencer Trump
Possível candidata à Presidência dos EUA, Kamala Harris promete honrar os democratas e vencer Trump (foto: EVELYN HOCKSTEIN)

Filha de imigrantes — mãe indiana e pai jamaicano —, Kamala Harris, 59 anos, nasceu na cidade de Oakland, no estado da Califórnia. Foi promotora distrital em San Francisco por dois mandatos, entre 2004 e 2011, e, em seguida, foi eleita duas vezes procuradora-geral da Califórnia, até 2017. No mesmo ano, tomou posse no Senado em Washington, onde se tornou a primeira mulher do sul da Ásia e a segunda senadora negra da história.

Responsável por tocar a campanha Luta pelas Liberdades Reprodutivas, foi destaque na defesa dos direitos das mulheres, sobretudo após a proibição do aborto pela Suprema Corte em 2022. Teve recorde de maior número de votos de desempate por um vice-presidente na história do Senado e papel crucial na aprovação da Lei de Redução da Inflação e do Plano de Resgate Americano, que forneceu financiamento emergencial durante a pandemia de covid-19.

Fonte: correiobraziliense

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