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Descoberta de exoplaneta com atmosfera assimétrica intriga cientistas - Social Marília
24 de Abril de 2026

Descoberta de exoplaneta com atmosfera assimétrica intriga cientistas


Astrônomos da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, ao lado de um grupo internacional de pesquisadores, observaram a atmosfera de um exoplaneta quente e inflado usando o supertelescópio espacial James Webb. O planeta fora do Sistema Solar tem o tamanho de Júpiter, mas apenas um décimo da massa dele. Além disso, ele apresenta assimetria leste-oeste na atmosfera, o que significa que há uma diferença significativa entre as duas bordas.

"Esta é a primeira vez que a assimetria leste-oeste de qualquer exoplaneta foi observada enquanto ele transita sua estrela, do espaço. Acredito que observações feitas do espaço têm muitas vantagens em comparação com observações feitas do solo", disse o autor principal do estudo, Matthew Murphy, que é estudante de pós-graduação no Observatório Steward.

Segundo os pesquisadores, a assimetria leste-oeste de um exoplaneta se refere às diferenças nas características atmosféricas, como temperatura ou propriedades das nuvens, observadas entre os hemisférios leste e oeste. Sendo assim, determinar se essa assimetria existe ou não é crucial para entender o clima, a dinâmica atmosférica e os padrões climáticos dos planetas que existem além do Sistema Solar.

Nomeado como WASP-107b, o exoplaneta é bloqueado por maré em relação à estrela. Isso significa que ele sempre mostra a mesma face para a estrela que orbita. Para observar o corpo celeste, os astrônomos usaram a técnica de espectroscopia de transmissão com o James Webb — esta é a principal ferramenta utilizada para obter insights sobre o que compõe as atmosferas de outros planetas.

O telescópio tirou uma série de cópia instantâneas enquanto o planeta passava na frente da estrela hospedeira, codificando informações sobre a atmosfera do planeta. Então, os pesquisadores conseguiram separar os sinais dos lados leste e oeste da atmosfera e obter uma visão mais focada em processos específicos que acontecem na atmosfera do exoplaneta.

O exoplaneta é visto como único porque tem uma densidade muito baixa e gravidade relativamente baixa, resultando em uma atmosfera mais inflada do que a de outros exoplanetas com a mesma massa. Cabe destacar também que o WASP-107b tem aproximadamente 890 graus Fahrenheit – uma temperatura intermediária entre os planetas do Sistema Solar e os exoplanetas mais quentes conhecidos.

"Tradicionalmente, nossas técnicas de observação não funcionam tão bem para esses planetas intermediários, então há muitas questões em aberto interessantes que podemos finalmente começar a responder. Por exemplo, alguns de nossos modelos nos disseram que um planeta como WASP-107b não deveria ter essa assimetria de forma alguma – então já estamos aprendendo algo novo", destacou Matthew Murphy.

As descobertas foram publicadas na revista Nature Astronomy. A pesquisa completa pode ser acessada neste link.

Fonte: correiobraziliense

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