09 de Março de 2026

Trégua momentânea entre EUA e China faz dólar cair novamente


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Apesar de ter prometido taxar os produtos chineses quando retornasse à Casa Branca, Trump contou que conversou com o presidente chinês, por telefone, na quinta-feira da semana passada. Segundo ele, a conversa foi “boa e amigável”. “Acabei de falar com o presidente Xi Jinping da China. A ligação foi muito boa para a China e para os EUA. Minha expectativa é que resolveremos muitos problemas juntos, e começando imediatamente.

Na avaliação do economista-chefe da Ecoagro, Antônio da Luz, a taxa de câmbio caiu abaixo dos R$ 6, nesta semana, devido ao enfraquecimento do dólar no exterior. Segundo o especialista, isso ocorre em virtude de uma melhora no cenário tarifário dos EUA. “O mercado precificou medidas tarifárias duras de Trump na primeira semana e elas não vieram. Em Davos(na Suíça), as falas dele também foram mais amenas. Por aqui, seguem as enormes preocupações com as contas públicas, e não havendo medidas fiscais efetivas, esse ‘alívio’ deverá ser efêmero”, disse.

Ontem, o Índice Bovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), manteve-se praticamente estável, registrando uma queda de 0,03%, para 122.449 pontos. O destaque ficou com as mineradoras, que operaram em alta sustentadas pela recuperação do preço do minério de ferro na China, que subiu 0,31% no acumulado da semana. As ações da Vale, CSN e Usiminas lideraram os ganhos no setor.

“O comportamento dos investidores refletem um otimismo moderado, com os índices ainda próximos de suas máximas históricas”, avalia o sócio e economista-chefe da Bluemetrix, Renan Silva. 

A relação entre os Estados Unidos e a China não tem sido nada amigável nos últimos anos. Pelo contrário, ambos os países disputam a hegemonia econômica global desde o início dos anos 2000, quando o país asiático começou a registrar taxas de crescimento bem superiores ao que era visto antes. Tanto no primeiro mandato do republicano Donald Trump quanto na gestão do democrata Joe Biden, houve aumento de tarifas sobre os produtos chineses. E, agora, na nova gestão do bilionário norte-americano, haverá novos desdobramentos. 

Na visão do gerente de Comércio Internacional da BMJ Consultores Associados, Leandro Barcelos, a escolha de Marco Rubio para liderar a política externa do país já foi considerada uma resposta mais agressiva aos chineses, devido ao posicionamento do ex-senador, que recebeu duas sanções da própria China, por ser abertamente crítico ao regime político do país. Contudo, Rubio parece sinalizar uma maior aproximação dos EUA com a potência asiática. 

Se cumprir com o que vem prometendo, Trump deve implementar uma sobretaxa de 60% às importações de produtos chineses. Em comparação ao governo Biden, que buscava diálogo com a China em torno de questões climáticas, o especialista acredita que a tendência é de que ocorra uma descontinuação das discussões sobre o tema. “Portanto, espera-se que as relações entre os países sejam mínimas e diretas, pautadas principalmente pelo protecionismo comercial”, afirmou o analista da BMJ.

Para Barcelos, a política comercial norte-americana nos moldes visados por Trump tem potencial de gerar impactos significativos para ambos os países, uma vez que a China é um importante parceiro comercial dos EUA. Além disso, o robustecimento do embate tarifário “resultaria em pressões inflacionárias e necessidade de diversificação de mercados para americanos e chineses”. Ele lembrou que, se houver maior fechamento do mercado dos EUA para produtos chineses, o Brasil pode ganhar com a necessidade de redirecionamento das exportações da China, mas também há riscos de taxação aos membros do Mercosul.

 

 



Fonte: correiobraziliense

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