"Herói", "guerreiro", "homem de luz". Foi com esses termos que milhares de brasileiros homenagearam o alpinista indonésio Agam, responsável pelo resgate do corpo da brasileira Juliana Marins, que morreu após cair em um vulcão durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. Mesmo sem receber nada em troca, ele arriscou a própria vida, desceu por uma encosta perigosa e passou a madrugada com o corpo da jovem, garantindo que ela não fosse levada ainda mais para o fundo do desfiladeiro.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
A dedicação do guia local ganhou as redes sociais. Até a noite desta quarta-feira (25/6), Agam somava mais de 850 mil seguidores no Instagram. Confira o perfil do alpinista:
Durante uma transmissão ao vivo, ele recebeu uma enxurrada de mensagens carinhosas — muitas pedindo uma forma de ajudá-lo financeiramente. Inicialmente resistente, o alpinista cedeu e informou que, caso receba doações, vai dividir o valor com os colegas do resgate e investir no reflorestamento das montanhas que frequenta.
Segundo Agam, ele chegou ao local onde estava o corpo de Juliana ao anoitecer e, com o risco de novos deslizamentos, decidiu permanecer com ela durante toda a madrugada. A região era íngreme e escura, e os socorristas usaram âncoras para evitar cair mais 300 metros. “Estava muito frio. Dormimos à beira do penhasco de 590 metros para que ela não escorregasse mais”, afirmou através do Instagram.
A operação total de içamento e transporte do corpo até o hospital durou cerca de 15 horas. Durante todo o processo, o alpinista postou vídeos mostrando a precariedade do acampamento improvisado: barracas, lanternas, capacetes, cordas e mantimentos básicos. Além disso, dava para perceber como a visibilidade estava ruim no local.
Utilizamos cookies próprios e de terceiros para o correto funcionamento e visualização do site pelo utilizador, bem como para a recolha de estatísticas sobre a sua utilização.