Após a derrubada do decreto que eleva alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), no Congresso Nacional, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avalia a possibilidade de judicializar a medida. Nesta quinta-feira (26/6), o chefe da pasta admitiu que prefere ir à Justiça, mas que vai esperar um posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula se reúne ainda nesta noite com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, em reunião privada no Palácio da Alvorada. Mais cedo, Haddad alertou para possíveis riscos com a derrubada do imposto e disse que a conta final “vai pesar para todo mundo”.
“Vai faltar recurso para a saúde, para a educação, para o Minha Casa, Minha Vida. Não sei se o Congresso quer isso”, disse o ministro da Fazenda, em entrevista a um podcast no jornal Folha de S.Paulo.
Durante o programa, Haddad mencionou três possíveis caminhos para resolver a crise. “Uma é buscar novas fontes de receita, o que pode ter a ver com dividendos, com a questão do petróleo, tem várias coisas que podem ser exploradas. A segunda, é cortar mais. Além dos R$ 30 bilhões, mais R$ 12 bilhões”, elencou.
A terceira possibilidade seria apelar para os tribunais. Na visão do ministro, a decisão foi “flagrantemente inconstitucional”. “No placar de vitórias e derrotas, o jogo está favorável ao Brasil. Porque se não estivesse, você ia ver onde estava esse dólar, o desemprego, a inflação”, disse, ainda, o chefe da pasta, a respeito do embate sobre diversas pautas com o Congresso.
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