09 de Março de 2026

Haddad defende ‘reglobalização sustentável' em reunião do Brics


“Precisamos promover um multilateralismo do século XXI”, afirmou Haddad. “Esse novo multilateralismo nada mais é do que uma ‘reglobalização sustentável’, baseada no desenvolvimento social, econômico e ambiental da humanidade como um todo.”

Segundo Haddad, o BRICS tem hoje legitimidade ímpar para liderar a transição para um novo tipo de globalização. Juntos, os países do grupo representam quase metade da população mundial e abrigam indústrias-chave para o futuro do desenvolvimento humano.

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O ministro destacou que o bloco está comprometido com a reforma do sistema monetário e financeiro internacional, com foco em uma maior representatividade para os países em desenvolvimento. Um dos marcos dessa agenda foi a proposta conjunta de uma “Visão do Rio de Janeiro para o FMI”, que sugere um Fundo Monetário Internacional mais justo e alinhado com a nova configuração da economia global.

Outra iniciativa celebrada foi o apoio do grupo à criação de uma Convenção-Quadro da ONU para a Cooperação Internacional em Matéria Tributária. A medida busca combater a evasão fiscal de indivíduos ultrarricos e tornar os sistemas tributários mais equitativos.

Na frente climática, Haddad mencionou o avanço das discussões sobre o Tropical Forest Forever Facility, um mecanismo financeiro inovador voltado à preservação das florestas tropicais. A expectativa é que um anúncio de impacto sobre o projeto seja feito durante a COP 30, a ser realizada em Belém.

No campo social, o Brasil propôs a mobilização de recursos públicos e privados para garantir segurança alimentar, proteção social e acesso a oportunidades econômicas. Segundo Haddad, essas iniciativas não são apenas aspiracionais, mas concretas, e já contam com a articulação de políticas e projetos por parte dos países-membros.

Haddad também exaltou o papel crescente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), presidido pela ex-presidenta Dilma Rousseff. Fundado em 2014, o banco tem ampliado sua atuação como agente de investimentos estratégicos nos países do BRICS e além. “Sob a liderança da presidenta Dilma, a instituição ganhou nova dimensão geoeconômica”, disse o ministro.

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Fonte: correiobraziliense

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