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Maria Santana, de 75 anos, é uma aposentada que, apesar dos percalços vividos em relação a sua saúde nos últimos 20 anos, enfrenta tudo com um sorriso único e inspirador. Moradora de Ilhéus, na Bahia, já lutou contra um câncer de mama e, recentemente, descobriu a insuficiência cardíaca.
O diagnóstico veio em 2021, após a filha Rísia Kaliane de Souza, 41 anos, perceber que a mãe estava sentindo um cansaço intenso. Logo, elas foram ao cardiologista que indicou que havia algo sério. Nesse período, Maria chegou a desmaiar por alguns segundos e acordou desorientada, sem saber o que tinha acontecido. Em uma das ocasiões, a frequência cardíaca da aposentada chegou a 40 batimentos. Assim, após meses de sintomas, idas aos médicos, medicações e assistência em casa, descobriram o motivo: insuficiência cardíaca. "Ela ficou internada na UTI e precisou colocar um marcapasso provisório de urgência", contou a filha.
Na UTI, após o procedimento do marcapasso e também foi avaliado se ela poderia passar por um transplante de coração, mas não foi autorizado. Segundo o médico que realizaria a cirurgia, Vítor Salvatore Barzilai, coordenador da UTI cirúrgica e médico do programa de insuficiência cardíaca e transplante cardíaco do Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF), ela possuía duas contraindicações: tinha mais de 60 anos e superou uma doença que causou sensibilização imunológica, o câncer.
A equipe médica observou as opções e perceberam que ela seria candidata para o Dispositivo de Assistência Ventricular Esquerda (DAVE) HeartMate 3, um dispositivo cardíaco avançado, implantado em pacientes com insuficiência cardíaca grave, quando o coração já não consegue mais bombear sangue de forma eficaz por conta própria. Segundo a gerente e responsável pelo negócio de insuficiência cardíaca da Abbott no Brasil, Tassia Lima, o equipamento pode melhorar o bem-estar de quem vive com doença cardíaca avançada. "Ele permite que o paciente tenha mais energia, menos internações e possa retomar muitas atividades do dia a dia com mais autonomia", destaca.
O dispositivo é instalado em pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca, uma condição em que o coração, principalmente a parte esquerda, não consegue mais bombear o sangue. A função principal é passar o sangue por meio de um tubo que segue para a aorta. “Ele atua como uma câmara que garante o fluxo sanguíneo para esta bomba. Essencialmente, esta bomba substitui o ventrículo e passa a funcionar como o coração esquerdo do paciente, responsável por enviar sangue para todo o corpo”, explicou o médico.
Segundo o médico do programa de insuficiência cardíaca do ICTDF, as chances de risco de uso do dispositivo são de 4%. Um valor menos expressivo do que os mais de 80% dos pacientes que podem morrer caso não realizem o transplante ou se tornarem usuários do dispositivo.
Maria é tímida e se emocionou ao ouvir a filha tecendo comentários orgulhosos sobre ela durante a entrevista. Também é uma daquelas mulheres fortes que não se deixam abalar. Rísia relata que a mãe nunca reclamou de nada do processo e jamais deixou de sorrir. "Desde o início, eu digo que minha mãe é um milagre de Deus. Mainha é uma inspiração para qualquer situação de vida”, contou ao Correio.