O psiquiatra Arthur Guerra aponta que o ideal seria que a população em geral, e de modo especial os jovens, fossem alertados sobre os possíveis riscos da ingestão de álcool com energético. E para isso, campanhas nacionais amplas e baseadas em dados científicos deveriam ser realizadas. "Essas campanhas deveriam divulgar os efeitos adversos dessa combinação, como o mascaramento da percepção de embriaguez, o aumento do risco de ingestão excessiva de álcool e os impactos ao sistema cardiovascular. O ideal é que essas informações sejam transmitidas de maneira acessível", comenta.
Para o médico, essas campanhas deveriam ter, como embaixadores pessoas relevantes e famosas capazes de se comunicar com os jovens. "O modelo mais eficaz seria aquele que utiliza porta-vozes com os quais os jovens se identifiquem — como artistas, influenciadores ou atletas — que abordem o tema de forma direta, transparente e empática. Mais do que uma atuação publicitária, é importante que esses representantes 'vistam a camisa' da causa, transmitindo a mensagem de forma autêntica. Essa identificação facilita o engajamento do público e torna a comunicação mais eficiente", pontua.
Já o cardiologista Fernando Torres defende que as campanhas deveriam ser amplas e conscientizar, de modo geral, sobre os hábitos nocivos à saúde. "Seriam campanhas de prevenção de eventos cardiovasculares, conscientizando sobre hábitos de vida mais saudáveis. Não seriam campanhas mencionando diretamente o uso de energéticos com álcool, mas contra todos os hábitos nocivos à saúde, como o tabagismo e sedentarismo, por exemplo", comenta.
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