Ontem, Alckmin afirmou que o governo brasileiro já havia enviado outras cartas formais aos Estados Unidos para negociar as tarifas desde a primeira rodada de sanções, mas não obteve qualquer resposta.
“Nós enviamos uma carta há cerca de dois meses, tratando de um possível acordo, de entendimento, mas até agora não tivemos resposta. Então, o que vamos fazer agora é encaminhar uma nova carta, reafirmando que seguimos aguardando retorno e seguimos empenhados em resolver esse problema”, disse a jornalistas.
“Nos dois séculos de relacionamento bilateral entre o Brasil e os Estados Unidos, o comércio provou ser um dos alicerces mais importantes da cooperação e da prosperidade entre as duas maiores economias das Américas”, afirma.
Desde antes da adoção das chamadas tarifas recíprocas em 2 de abril deste ano, o Brasil diz ter mantido “conversas contínuas e de boa-fé” com autoridades norte-americanas. De acordo com a nota, o objetivo sempre foi buscar “alternativas para aprimorar o comércio bilateral”, mesmo diante de um desequilíbrio persistente na balança comercial.
O documento destaca, ainda, que o Brasil acumula deficits comerciais com os EUA que somam quase US$ 410 bilhões nos últimos 15 anos — tanto em bens quanto em serviços.
Com o intuito de destravar as negociações, o governo brasileiro afirma ter apresentado, em 16 de maio, uma “minuta confidencial de proposta” que indicava áreas nas quais seria possível avançar em soluções conjuntas. Até o momento, segundo o Itamaraty, não houve resposta oficial do governo norte-americano.
“Com base nessas considerações e à luz da urgência do tema, o Governo do Brasil reitera seu interesse em receber comentários do governo dos EUA sobre a proposta brasileira”, diz o comunicado.
“O Brasil permanece pronto para dialogar com as autoridades americanas e negociar uma solução mutuamente aceitável sobre os aspectos comerciais da agenda bilateral, com o objetivo de preservar e aprofundar o relacionamento histórico entre os dois países e mitigar os impactos negativos da elevação de tarifas em nosso comércio bilateral”, completa.
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