A expectativa é de que a pressão de alta nos preços se intensifique, impulsionada pela oferta limitada de gado, pela demanda aquecida e pela imposição de tarifas sobre importações. Como um dos maiores importadores de carne bovina, o país depende do comércio exterior para suprir o deficit entre produção interna e consumo.
Em 2024, os Estados Unidos foram o segundo maior destino da carne bovina brasileira, respondendo por 16,7% das exportações do setor — o equivalente a 532.653 toneladas e US$ 1,637 bilhão, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). A tarifa adicional de 50% imposta aos produtos brasileiros, somada aos 36,4% já pagos atualmente, pode inviabilizar as exportações para o destino.
Além disso, os Estados Unidos enfrentam o menor ciclo pecuário em oito décadas e dependem da importação de proteína animal para suprir a demanda do mercado interno. O rebanho bovino caiu ao menor nível desde 1951, com cerca de 86,7 milhões de cabeças de gado e bezerros, resultado de anos de seca prolongada e dos altos custos de alimentação.
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Fonte: correiobraziliense
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