07 de Março de 2026

Ruínas submersas na Turquia recontam origem da história da Arca de Noé


Uma antiga civilização submersa no fundo do Lago Van, na Turquia, pode lançar nova luz sobre a narrativa do dilúvio presente em textos sagrados como a Bíblia. Localizado a cerca de 240 quilômetros do Monte Ararat, tradicionalmente considerado o local de repouso da Arca de Noé, o complexo de ruínas foi identificado a 26 metros de profundidade e desperta o interesse de pesquisadores independentes que questionam as versões clássicas da história.

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

A descoberta foi feita em 1997 pelo cineasta subaquático turco Tossen Salin, enquanto estudava os invertebrados do lago. Desde então, evidências geológicas e estruturais apontam que a área pode ter sido inundada entre 12 mil e 14,5 mil anos atrás, após uma erupção do Monte Nemrut que bloqueou o Rio Mirat e elevou drasticamente o nível das águas. A catástrofe teria provocado um cenário de destruição capaz de inspirar lendas de dilúvio que atravessaram milênios.

Para o pesquisador independente Matthew LaCroix, a descoberta desafia interpretações tradicionais. "Até onde eu sei, nenhuma civilização dos últimos 6 mil anos teve os meios tecnológicos para criar o tipo de alvenaria que estamos vendo aqui", afirmou em entrevista ao podcast Limites, de Matt Beall. 

A nova expedição liderada por ele e uma equipe internacional de mergulhadores está prevista para setembro. O grupo pretende explorar mais de 800 metros de estruturas submersas, incluindo uma fortaleza de pedra e templos circulares com alvenaria esculpida com precisão. Alguns dos símbolos encontrados nas ruínas é a chamada "Flor da Vida", gravada também em locais sagrados no Peru e na Bolívia, sugerindo conexões culturais entre civilizações distantes.

Apesar de arqueólogos atribuírem o complexo à era urartiana, há cerca de 3 mil anos, ou até à Idade Média, especialistas admitem que o sítio ainda não foi devidamente datado. Como as pedras não podem passar por datação por carbono, os cientistas esperam encontrar sedimentos ou materiais orgânicos preservados que confirmem a idade real das construções.


 


 

 

Fonte: correiobraziliense

Participe do nosso grupo no whatsapp clicando nesse link

Participe do nosso canal no telegram clicando nesse link

Assine nossa newsletter
Publicidade - OTZAds
Whats

Utilizamos cookies próprios e de terceiros para o correto funcionamento e visualização do site pelo utilizador, bem como para a recolha de estatísticas sobre a sua utilização.