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Aumento do nível do mar ameaça os Moais, da Ilha de Páscoa - Social Marília
24 de Abril de 2026

Aumento do nível do mar ameaça os Moais, da Ilha de Páscoa


Os icônicos Moais, gigantescas estátuas de pedra que guardam séculos de história e cultura na Ilha de Páscoa (Rapa Nui), estão sob ameaça direta. Uma nova pesquisa alerta que a elevação do nível do mar e o avanço das ondas podem destruir grande parte do patrimônio cultural costeiro da ilha, incluindo o famoso Ahu Tongariki, onde 15 dos imponentes Moais se erguem.

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O estudo, publicado no Journal of Cultural Heritage, revela um cenário preocupante: mesmo hoje, alguns locais já são vulneráveis à ação das ondas. As projeções são ainda mais alarmantes, indicando que o número de bens culturais impactados pode triplicar até 2100. Em um cenário de alta elevação do nível do mar (1,2m), o Ahu Tongariki, símbolo da ilha e Patrimônio Mundial da Unesco, poderá ser atingido por ondas sazonais já em 2080. Em casos mais extremos, com 3 metros de elevação, as ondas podem cercar ou até mesmo cobrir completamente o sítio arqueológico.

O Ahu Tongariki é o maior altar cerimonial polinésio já construído e abriga 15 estátuas de pedra, conhecidas como moai. Esses monumentos, erguidos há séculos pelo povo Rapanui, representam ancestrais e carregam enorme valor espiritual, histórico e turístico. Mais do que um cartão-postal, eles são parte da identidade e da economia local. “Proteger o Ahu Tongariki é preservar a memória viva de um povo”, destaca o pesquisador principal do estudo, Noah Paoa, da Universidade do Havaí.

A perda ou dano ao patrimônio teria consequências severas para Rapa Nui. O turismo, principal fonte de renda da ilha, depende da preservação dos moai e de outros sítios arqueológicos. Além disso, essas estruturas desempenham papel central na cultura Rapanui, reforçando tradições e práticas ancestrais.

“A destruição desse patrimônio não seria apenas uma perda para Rapa Nui, mas para toda a humanidade”, alerta um representante da comunidade local.

O estudo aponta possíveis estratégias para minimizar os danos, cada uma com desafios próprios:

Fonte: correiobraziliense

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