Durante a noite, a alemã, saiu do quarto e voltou ao aeroporto por não conseguir dormir. Já a brasileira acordou ao sentir que estava sendo violentada. “Eu fui acordada com o homem nu em cima de mim, beijando meu pescoço, me segurando, tentando me estuprar”, relatou a brasileira. “Por sorte, consegui me defender, gritei e ele deixou o quarto”.
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Procurada, a advogada comentou que o objetivo da cliente é dar visibilidade ao caso para que mulheres que passaram por episódios semelhantes se sintam encorajadas a denunciar. “Mesmo que não houvesse chegado a esse desfecho tão grave, o fato de ser obrigada a dividir o quarto com um desconhecido já seria suficiente para caracterizar uma exposição ao risco”, explica.
“Até hoje não consigo acreditar que um advogado tenha lido meu caso e oferecido apenas R$ 5.000 como solução, sem qualquer ação concreta da companhia para investigar ou reparar o ocorrido”, declara.
A alemã que dividia o quarto com os dois aceitou ser testemunha do processo. Antes de sair do local, ela deixou uma carta comunicando a saída. “Fui informada de que dividiria um quarto com mais duas pessoas desconhecidas, entre elas a brasileira”, relatou ela em testemunho por escrito. “Não consegui dormir e decidi retornar ao aeroporto, deixando a brasileira com o desconhecido”.
Segundo a testemunha, ela encontrou a brasileira no dia seguinte “visivelmente abalada emocionalmente”. “A divisão do quarto foi imposta pela cia. aérea, sem qualquer possibilidade de recusa ou escolha individual, colocando (passageiras) em situação de vulnerabilidade e insegurança”, finaliza o texto.
O Correio fez contato com a TAP, mas não teve retorno até a última atualização. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
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