“O que precisamos é de uma economia sempre forte e organizada para que esse movimento continue. Quando a indústria contrata, a informalidade tende a cair e a formalidade aumenta, e isso já está acontecendo”, disse Marinho.
Durante a entrevista, Marinho chamou a atenção ainda para a situação das trabalhadoras e trabalhadores domésticos, que somam 1,3 milhão de vínculos formais. Ele informou que 80.506 empregadores estão em atraso com o recolhimento do FGTS desses profissionais. Uma medida excepcional, válida até o fim de outubro, permite a regularização sem aplicação de multas.
Luiz Marinho também comentou os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Ele garantiu que o Ministério do Trabalho e Emprego está preparado para apoiar empresas e trabalhadores em eventuais situações de crise, utilizando os mecanismos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
“O ministério está aberto para acordos coletivos que envolvam sindicatos e empresas, como antecipação de férias, suspensão temporária de contratos ou postergação de recolhimentos. São instrumentos que já usamos, por exemplo, no Rio Grande do Sul, durante a calamidade”, explicou.
Segundo ele, as medidas do governo federal têm ajudado a reduzir os efeitos das tarifas, por meio da abertura de novos mercados e da liberação de recursos para empresas. “O impacto do tarifaço está sendo amenizado pela eficiência do governo do presidente Lula em agir rapidamente. Muitas vezes, a empresa consegue administrar a situação sem necessidade de medidas mais drásticas”, concluiu.
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