Há riscos associados ao consumo do chá-verde em excesso?
Sim. O consumo de chá-verde — especialmente em altas doses — pode trazer riscos, como sobrecarga no fígado, problemas gastrointestinais, excesso de cafeína e interação com medicamentos. É preciso se atentar à quantidade segura: geralmente de duas a quatro xícaras por dia da bebida tradicional são consideradas seguras para a maioria das pessoas. Também se deve evitar o jejum prolongado, para não irritar o estômago. É preciso atenção ao uso de suplementos, pois cápsulas de extrato concentram muito mais catequinas e cafeína do que a bebida, exigindo orientação profissional. Gestantes e lactantes devem moderar o consumo por conta da cafeína, e quem tem gastrite, anemia ferropriva, hipertensão ou problemas hepáticos deve ter cautela.
Quais os mecanismos explicam os efeitos metabólicos da bebida?
O chá-verde exerce efeitos metabólicos que vão além de suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, atuando de forma ampla no organismo. Ele estimula a queima de gordura e a termogênese, aumentando o gasto energético e ajudando na redução do tecido adiposo. Ao mesmo tempo, melhora a sensibilidade à insulina e regula a glicemia, favorecendo a captação de glicose pelos músculos e diminuindo picos de açúcar no sangue. Também influencia o metabolismo lipídico, inibindo a formação de gordura e promovendo sua degradação, além de contribuir para a melhora do perfil de colesterol e triglicerídeos. O chá-verde ainda atua na regulação hormonal do apetite, aumentando a sensação de saciedade e ajudando no controle alimentar, e modula a microbiota intestinal. (PO)
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