Nesta sexta-feira (25/9), uma mulher equatoriana foi empurrada ao chão e agredida por um agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) dos Estados Unidos, dentro de um tribunal de imigração em Nova York. A cena aconteceu na frente dos filhos da imigrante e viralizou em vídeo nas redes sociais.
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À CNN, o ICE afirmou que o agente envolvido foi afastado de suas funções enquanto o Departamento de Segurança Interna conduz a investigação. "A conduta do agente neste vídeo é inaceitável e não representa os homens e mulheres do ICE. Nossos agentes são submetidos aos mais altos padrões profissionais”, afirmou a secretária assistente do órgão, Tricia McLaughlin.
A mulher, identificada como Mônica Moreta-Galarza, e sua família têm pedidos de asilo em aberto, segundo o gabinete do deputado federal Dan Goldman, representantes do distrito onde fica o tribunal. “Eles estão legalmente no país, mas estão sendo alvo do ICE mesmo assim”, disse um porta-voz. Goldman, junto ao controlador da cidade de Nova York, Brad Lander, pediu que o caso seja encaminhado ao Escritório do Procurador dos EUA para que o agente seja processado criminalmente.
Um vídeo mostra o momento em que a equatoriana tenta permanecer próxima do marido, que era detido por agentes no 26 Federal Plaza, no sul de Manhattan. Em meio ao tumulto, um agente mascarado chega a agarrar o cabelo dela. Enquanto a imigrante chora e grita desesperada, tentando não ser separada do companheiro, outra voz é ouvida ordenando: "Agarra ela, agarra e puxa para longe". Minutos depois, a mulher aparece sendo levada à força para uma sala, sob o olhar dos filhos.
Em outro trecho da gravação, já de volta ao corredor, Moreta-Galarza confronta um agente em espanhol. "Vocês não se importam com nada!". Ele, então, responde: "Adiós, adiós".
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