Por volta das 12h52, o dólar recuava 0,34% em relação ao real, enquanto o índice DXY — que mede a força da moeda norte-americana frente a uma cesta de divisas principais — subia 0,41%. A aparente contradição chamou atenção de analistas, que buscaram explicações fora do radar econômico imediato.
“Na ausência de outra notícia que justifique a valorização do real, acredito que a nota da Secom sobre a conversa entre Lula e Trump pode ter influenciado o movimento”, avaliou Perfeito. “Isso sugere uma volta gradual à normalidade diplomática e retira parte das pressões entre os dois países”, completou.
Ainda de acordo com informações oficiais, o vice-presidente Geraldo Alckmin continuará as tratativas com o secretário norte-americano Marco Rubio, em um gesto visto como continuidade do diálogo político e comercial.
A reaproximação diplomática é interpretada por parte do mercado como um alívio temporário nas tensões políticas e comerciais que vinham marcando a relação entre Brasília e Washington. Desde o retorno de Lula ao poder, o tom entre os dois governos oscilou, em especial diante de divergências sobre temas ambientais, industriais e geopolíticos.
Apesar do alívio momentâneo, analistas mantêm tom de cautela. “A valorização do real hoje parece mais um movimento pontual, guiado por uma notícia política, do que uma mudança estrutural de tendência”, pondera Perfeito. “Mas o fato é que qualquer gesto de normalização nas relações com os Estados Unidos tende a ser bem recebido pelo mercado.”
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