Os documentos revelam, ainda, que a Meta apenas bane anunciantes quando há 95% de certeza de fraude. Em casos de suspeita inferior a esse percentual, a plataforma não remove os anúncios, mas cobra taxas mais altas desses anunciantes como forma de desincentivo. O modelo, no entanto, garante à empresa uma receita anual estimada em US$ 7 bilhões provenientes dessa categoria de anúncios, conforme registros de 2024.
Em resposta, a Meta negou as acusações e afirmou combater golpes.“Combatemos fraudes e golpes de forma agressiva porque nem as pessoas que usam nossas plataformas, nem os anunciantes legítimos e nem nós queremos isso. Os golpistas são criminosos persistentes, cujos esforços - muitas vezes em redes criminosas transnacionais que operam em escala global - crescem em sofisticação e complexidade. À medida que a atividade de golpes se torna mais persistente e sofisticada, nossos esforços também evoluem. Infelizmente, os documentos vazados apresentam uma visão seletiva que distorce a abordagem da Meta em relação a fraudes e golpes, ao focar apenas em nossos esforços para avaliar a dimensão do desafio, e não no conjunto de ações práticas que tomamos para enfrentar o problema,” afirmou o porta-voz da Meta, Andy Stone.
A empresa também anunciou novas medidas de verificação para anunciantes no Brasil, que entram em vigor a partir de dezembro. A iniciativa exigirá que todos os anunciantes com campanhas direcionadas ao público brasileiro comprovem quem financia e quem se beneficia das publicidades. A Meta afirma que o objetivo é “reforçar a transparência e garantir um ecossistema publicitário mais seguro”.
*Estagiário sob a supervisão de Edla Luia
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