08 de Março de 2026

Parlamentares preparam CPI do banco Master


O escândalo da operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF), que flagrou fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master repercutiu no Congresso Nacional. Na Câmara, o deputado e ex-governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), iniciou a coleta de assinaturas para instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para apurar o suposto esquema financeiro. Até o momento, apenas 33 deputados assinaram o requerimento. 

Para Rollemberg, a gravidade e a complexidade do caso exigem uma investigação que ultrapasse os limites da esfera penal individual, atingindo diretamente o interesse público e a ordem econômica e social. "Até agora nós temos 33 assinaturas, mas nós começamos na noite de terça e, por causa do feriado, a Câmara está vazia. Mas, vamos intensificar a coleta de assinaturas a partir da próxima terça-feira. É fundamental a gente fazer uma CPI, pois estamos diante do maior escândalo, o maior desvio de recursos públicos na operação", prometeu.

Ele criticou o governo do DF por ter defendido a compra do Master com "unhas e dentes". "São 12,2 bilhões de reais comprados de títulos inexistentes, ou seja, isso não aconteceria sem a complacência do GDF, do governador do Distrito Federal, que defendeu com unhas e dentes essa operação. Ele foi um garoto-propaganda dessa operação". 

Além do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, a operação Compliance Zero prendeu sete pessoas envolvidas no caso.

Entre os apoiadores da criação de uma CPI que compõem a bancada do Distrito Federal, está a deputada Bia Kicis (PL-DF). Para ela, a fraude desenha prejuízos bilionários e necessita de uma apuração aprofundada do Parlamento. "Estão se desenhando prejuízos bilionários, imagina você fazer títulos fictícios para fraudar credores? Isso precisa ser levado a sério, não importa as conexões que o Banco Master tenha", disse a deputada ao ser questionada sobre o episódio.

O deputado Alberto Fraga (PL-DF) foi mais longe em suas críticas e acusou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) de estar envolvido nas fraudes do banco. "Os servidores públicos do DF que vão ficar a ver navios, porque o irresponsável do governador Ibaneis se preocupou mais em comprar títulos podres. Aí a gente começa a entender porque que o governador comprou fazendas, avião, carros, com dinheiro que só Deus sabe de onde veio", acusou o bolsonarista.

 


A deputada Érika Kokay (PT-DF) afirmou que sempre estranhou  o interesse e insistência do Governo do Distrito Federal (GDF) em querer comprar o banco Master. Ela foi uma das parlamentares que cobrou do Banco Central que a ação fosse investigada. "Estivemos no Banco Central, na Comissão de Valores Mobiliários, na Polícia Federal e no Tribunal de Contas do DF para que esta relação fosse investigada", lembrou.

A parlamentar disse que o BRB é um banco de Brasília, do povo de Brasília e não de seus gestores. É inadmissível que o BRB tenha gasto mais de R$ 16 bilhões com o Banco Master, comprando, inclusive, carteiras com clientes inexistentes. Um desrespeito com o banco e com o povo de Brasília. O banco é de Brasília, e pertence a sua população, e não a gestores de plantão", finalizou.

O Professor Reginaldo Veras (PV-DF) se pronunciou de forma curta e clara. Questionado sobre qual seria sua opinião sobre a operação e a criação da CPI, ele apenas disse: "Quem tem culpa que pague". 

 

Fonte: correiobraziliense

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