Com dinheiro de formuladoras e distribuidoras vinculadas ao grupo, importadoras atuavam como terceiros para lavar dinheiro na compra de diesel, nafta e hidrocarbonetos de fora do país. No período de 2020 a 2025, a Receita Federal identificou a importação de mais de R$ 32 bilhões em combustíveis pelos investigados na Poço de Lobato.
A Refit ainda foi alvo da Operação Carbono Oculto, que também tinha o objetivo de investigar empresas que atuavam no setor de combustíveis para lavar dinheiro. No âmbito dessa operação, os órgãos retiveram quatro navios que continham aproximadamente 180 litros de combustível. Por conta disso, a refinaria do grupo foi interditada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), que identificou uma série de irregularidades.
Segundo a Receita, a blindagem dos recursos fraudulentos ocorria por meio de uma grande operadora financeira que atuava como sócia de outras instituições que também prestavam serviços ao grupo. A empresa maior seria uma espécie de “mãe”, enquanto que as menores que eram controladas pela principal seriam as “filhas”. Desde o segundo semestre de 2024, esse esquema movimentou mais de R$ 72 bilhões.
Os recursos ilícitos eram reinvestidos em negócios, propriedades e outros ativos por meio de fundos de investimento, de acordo com a Receita Federal. Essa é uma prática muito utilizada nos esquemas de lavagem de dinheiro, por dificultar o rastreamento e dar uma cara de legalidade às movimentações. As investigações apontam que há 17 fundos ligados ao grupo, que somam um total de R$ 8 bilhões em patrimônio líquido.
Às 11h, pelo horário de Brasília, nesta quinta-feira, a Receita Federal concede uma entrevista coletiva para explicar mais detalhes sobre a Operação Poço de Lobato e os novos passos das investigações.
Fonte: correiobraziliense
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