A economia nordestina se encontra em um momento de consolidação como um dos principais vetores do país. Segundo o relatório macrorregional do Nordeste do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre-FGV) de junho, a região registrou o maior crescimento de rendimento domiciliar per capita entre 2012 e 2024, de 26,7%, superior ao da média nacional de 18,9%. Entretanto, segue com o menor rendimento per capita do país, o rendimento médio nordestino em 2024 (R$ 1.319) equivale a 65% da média nacional.
De acordo com o documento do IBRE, a dinâmica da atividade econômica no Nordeste permanece dependente do crédito e do consumo das famílias. Os setores de serviço e comércio, que segundo o relatório do Novo Caged de outubro são as atividades econômicas com maior saldo de empregos, são sensíveis à eficácia de políticas de estímulo. O monitoramento de medidas de estímulo, como os programas de crédito voltados às famílias, é essencial.
O Banco do Nordeste (BNB) oferece o programa Crediamigo, o maior programa de microcrédito produtivo e orientado do Brasil e da América do Sul, que atua como política pública há 27 anos, é o que informa o Superintendente do Crediamigo, Helton Chagas Mendes. Com 3 milhões de clientes e mais de 2.160.000 operações ativas, o programa está a caminho de registrar o maior volume de desembolso de sua história, a expectativa é atingir R$13.2 bilhões até o final de 2025.
Segundo o Caged, o Nordeste possui cerca de 19 milhões de microempreendedores informais, o Crediamigo atua, principalmente, nos setores de Indústria, Serviços e Comércios, o superintendente explicou que isso auxilia as comunidades vulneráveis, impulsionando a economia local.
"O Banco do Nordeste financia, em especial, o microempreendedor. Tudo que se financia para ele volta para a comunidade, porque geralmente 60% a 70% do que financiamos é compra e venda de mercadoria ou, então, transformação, esses recursos, vão gerar um movimento muito forte em cada uma das comunidades com as quais temos a oportunidade de interagir. Estamos falando de impacto na geração de renda para ele e para a família, mas também está gerando para a comunidade, para os outros empreendimentos que fazem parte desse microcircuito.", afirmou.
Mendes destacou o crescimento das mulheres empreendedoras no Nordeste a participação do programa Crediamigo Delas, programa exclusivo para o público feminino. "Aprendemos ao longo dessa história que as mulheres são muito empreendedoras. Geralmente, quando se está falando em comunidades, em regiões mais vulneráveis, elas têm atividades que nem sabiam que seriam um empreendimento, e com suporte financeiro, elas começaram a potencializar seus negócios ", completou.
Segundo o bancário, além de ajudar os microempreendedores com créditos, o programa também apoia seus clientes com educação financeira, por meio de tecnologia e funcionários que repassam orientação para o uso do crédito, mas também orientação financeira.
Outra área de preocupação do Banco do Nordeste é o avanço da digitalização e tecnologia, de acordo com Mendes, o BNB tem um setor específico, focado apenas para o futuro da operação. "Nosso agente de crédito tem uma carteira de 600, 650 clientes . Sabemos que com mais tecnologia, o mesmo agente pode atuar com 1.000, 1.100, 1.300 empreendedores. É isso que queremos: escalar em tecnologia, olhando para o futuro, melhorando a experiência do nosso cliente", ressaltou.
Para aprofundar esse debate, autoridades, especialistas e lideranças se reúnem em um encontro, realizado pelo Correio Braziliense em parceria com o Banco do Nordeste no dia 4/12, que coloca em pauta os avanços recentes e os desafios que ainda se impõem. O objetivo é promover uma reflexão estratégica sobre como o Nordeste pode continuar expandindo sua capacidade produtiva e social, de forma sustentável e equilibrada.
*Estagiário sob a supervisão de Victor Correia
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