07 de Março de 2026

Novas imagens revelam detalhes do roubo no Museu do Louvre


No vídeo, é possível ver um homem vestido com um colete de alta visibilidade, usando uma ferramenta manual e depois as mãos para quebrar o vidro blindado de uma vitrine que protege joias históricas.

Segundo a emissora que mostrou as gravações, o ladrão bate no vidro repetidamente até que ele ceda, abrindo espaço para que as peças fossem retiradas. Tudo isso aconteceu enquanto o alarme tocava e visitantes circulavam no ambiente, antes que a equipe de segurança conseguisse intervir. 

Autoridades e especialistas destacam que este é o único registro de vídeo legítimo de dentro do museu mostrando um assaltante em ação, ao contrário de outras filmagens virais que circularam nas redes sociais e que se provaram serem geradas por inteligência artificial e não correspondem ao crime real. Agências de checagem, como a AFP, alertaram para a circulação destas versões falsas nas plataformas digitais.

A divulgação do vídeo de segurança, ainda que parcial, representa um avanço nas investigações e oferece ao público e à imprensa uma visão direta de como ocorreu um dos furtos mais audaciosos em décadas no museu mais visitado do mundo. 

O assalto ocorreu no dia 19 de outubro de 2025, por volta das 9h30 da manhã, cerca de 30 minutos após a abertura ao público. O Louvre é o museu mais visitado do mundo e abriga obras como a Mona Lisa e a Vênus de Milo. Um grupo de quatro criminosos disfarçados de operários usou um caminhão com escada elevatória para acessar uma janela do segundo piso voltada para o Rio Sena. Na sequência, seguiram para a Galeria de Apolo, onde está a coleção de joias e insígnias da monarquia francesa. 

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Em menos de sete a oito minutos, os ladrões conseguiram quebrar vitrines blindadas e retirar ao menos oito peças de valor histórico incalculável, incluindo colares, tiaras e outros itens ligados à família imperial francesa. A fuga foi planejada: depois de saírem do museu, os suspeitos deixaram a área rapidamente em motocicletas, desaparecendo antes que reforços pudessem chegar. 

O valor estimado do prejuízo gira em torno de 88 milhões de euros, segundo o Ministério Público de Paris, e parte das peças roubadas ainda não foi recuperada. As autoridades continuam investigando o caso e reforçando os esforços para localizar os responsáveis e as joias desaparecidas.

Fonte: correiobraziliense

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