07 de Março de 2026

Cirurgião de famosos é condenado por morte de bilionário


Um cirurgião conhecido por atender milionários e celebridades foi condenado a um ano e três meses de prisão e banido por tempo indefinido da medicina após a morte de um bilionário durante um procedimento estético em Paris, na França, em 2019. A decisão foi concluída na quarta-feira (28/1). 

O médico, identificado como Guy H., realizava um procedimento de aumento peniano no negociante de diamantes belga-israelense Ehud Arye Laniado, de 65 anos, quando o paciente sofreu uma parada cardíaca e morreu. A cirurgia ocorreu em março de 2019, na clínica estética Saint-Honoré-Ponthieu, fora do horário comercial. 

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Laniado era um empresário do ramo das pedras preciosas e iniciou sua fortuna bilionária como vendedor de diamantes na África quando tinha 20 anos. Certa vez ele vendeu um único diamante avaliado em US$ 48,4 milhões, cerca de R$ 186 milhões. Além disso, ele tinha uma mansão de R$ 150 milhões em Mônaco.

Segundo as investigações, o bilionário era cliente frequente do cirurgião e passava por procedimentos estéticos de duas a quatro vezes por ano, com custos que chegavam a dezenas de milhares de euros. Durante a sessão que resultou na morte, o Ehud teria reclamado de dores abdominais e apresentado comportamento agitado antes de sofrer o mal súbito.

Inicialmente, o caso foi tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. No entanto, ao longo do processo, a Justiça passou a considerar omissão de socorro, além de suspeitas de crimes relacionados a drogas e exercício ilegal da medicina. As autoridades descartaram que a injeção aplicada no procedimento tenha sido a causa direta da morte.

Umas das principais teses para a condenação foi o atraso no acionamento dos serviços de emergência. De acordo com informações divulgadas pelo jornal Le Parisien, o primeiro pedido de ajuda foi feito por volta das 20h, mas o chamado aos bombeiros só ocorreu cerca de duas horas depois. 

Os réus alegaram que o primeiro contato com serviços externos ocorreu por causa da irritação do paciente, que insistia em continuar o procedimento, mesmo com dores. A defesa sustentou que, devido ao histórico de úlcera de Laniado, não havia indícios claros de um problema cardíaco naquele momento.

Outro médico que auxiliava Guy H. no procedimento também foi condenado a 12 meses de prisão, mas teve a pena suspensa. Ele, assim como o cirurgião principal, foi proibido de exercer a medicina.

 

Fonte: correiobraziliense

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