07 de Março de 2026

Nasa adia lançamento da Artemis 2 após vazamento de hidrogênio no foguete


A Nasa, a agência espacial norte-americana, anunciou nesta terça-feira (3/2) o adiamento do lançamento da missão Artemis 2 para março, após identificar um vazamento de hidrogênio líquido durante o ensaio geral de abastecimento do foguete SLS (Space Launch System), realizado no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. 

A contagem regressiva do teste foi interrompida a 5 minutos e 15 segundos do horário previsto para a simulação da decolagem, quando sensores detectaram aumento na taxa de vazamento em uma interface do cabo umbilical do mastro de serviço da cauda, ponto conhecido por registrar concentrações elevadas do combustível criogênico.

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Segundo a agência espacial, o problema ocorreu durante o chamado "ensaio geral em ambiente úmido", teste pré-lançamento que simula todas as etapas da decolagem, incluindo o carregamento completo de propelente nos tanques do foguete. A atividade começou com uma contagem regressiva de aproximadamente 49 horas, iniciada às 20h13 (horário do leste dos EUA) de 31 de janeiro. 

Durante o abastecimento, engenheiros passaram horas tentando solucionar o vazamento de hidrogênio líquido na conexão responsável por direcionar o combustível ao estágio central do foguete. As tentativas incluíram interromper o fluxo do propelente, permitir o aquecimento da interface para que as vedações se reajustassem e ajustar a pressão e a vazão do hidrogênio. Apesar disso, o sequenciador de lançamento em solo interrompeu automaticamente a contagem regressiva diante do pico de vazamento.

As equipes ainda conseguiram abastecer com sucesso todos os tanques do estágio central e do estágio de propulsão criogênica intermediário (ICPS). Um grupo de cinco pessoas chegou a ser enviado à plataforma para concluir as operações de fechamento da cápsula Orion.

“A Artemis 2 será um passo decisivo para a exploração espacial humana. Ela representa um avanço rumo ao estabelecimento de uma presença lunar duradoura e ao envio de americanos a Marte. Não poderia estar mais impressionado com a equipe da Nasa e com a tripulação. Avante, com ousadia”, afirmou o administrador da Nasa, Jared Isaacman.

A Artemis 2 será a segunda missão do programa Artemis, nome inspirado na deusa grega Artemis, irmã gêmea de Apolo, e a primeira com astronautas a bordo. O programa busca levar "a primeira mulher e a primeira pessoa negra" à superfície lunar nesta década, além de estabelecer presença humana duradoura na Lua como preparação para futuras missões à Marte. 

A primeira etapa, a Artemis 1, ocorreu em novembro de 2022, sem tripulação. Já a Artemis 2 será um voo de aproximadamente 10 dias ao redor da Lua, sem pouso, mas com humanos a bordo testando todos os sistemas da cápsula Orion em espaço profundo pela primeira vez em mais de 50 anos.

A tripulação é formada pelo comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover e dois especialistas de missão, Christina Hammock Koch e Jeremy Hansen. Wiseman, Glover e Koch são veteranos de expedições na Estação Espacial Internacional. Hansen, coronel da Força Aérea Real Canadense, será o primeiro canadense a participar de uma missão lunar e fará seu primeiro voo espacial.

Christina Koch se tornará a primeira mulher a participar de uma missão ao redor da Lua. Ela detém o recorde de voo espacial contínuo mais longo realizado por uma mulher e integrou as primeiras caminhadas espaciais exclusivamente femininas da Nasa. Já Victor Glover será o primeiro homem negro em uma missão lunar.

Após a decolagem do SLS, com 98m de altura e considerado o foguete mais poderoso já construído pela Nasa, a cápsula Orion entrará em órbita terrestre por cerca de um dia. Nesse período, a tripulação realizará verificações de sistemas e assumirá o controle manual da nave para testar manobras próximas a um estágio já separado do foguete, simulação importante para futuras operações com a estação lunar Gateway.

A Artemis 3, prevista para 2028, marcará o primeiro pouso tripulado na Lua desde 1972, na região do polo sul lunar. A missão deverá escolher entre o módulo de pouso Starship, da SpaceX, ou uma nave desenvolvida pela Blue Origin.

Missões seguintes, como Artemis 4 e 5, devem iniciar a construção da Gateway, estação espacial que orbitará a Lua e servirá como base para operações de longa duração.

Fonte: correiobraziliense

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