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Em nota, o Parlamento Europeu destaca que o regulamento estabelece “garantias adicionais para produtos agrícolas sensíveis, como carne bovina e aves, limites rigorosos para acionar as salvaguardas e evitar danos ao setor agrícola europeu após a liberalização do comércio com os países do Mercosul”.
Em caso de um aumento de 5%, em média, ao longo de três anos, das importações de produtos como carne bovina, aves, ovos, açúcar e frutas cítricas — considerados sensíveis ao setor agrícola —, a comissão poderá abrir uma investigação sobre a necessidade de acionar as medidas de proteção. Para isso, os preços de importação também devem ser 5% inferiores ao preço interno.
“Defendo acordos justos e, portanto, acordos que incluam salvaguardas e respeitem o clima enquanto alcançam o que queremos para a economia. É um acordo desatualizado e mal negociado”, comentou o presidente francês, que ainda aproveitou para alfinetar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na visão dele, o bloco deveria pensar em um mecanismo de empréstimo conjunto para desafiar a hegemonia do dólar norte-americano.
"A UE está pouco endividada em comparação com os Estados Unidos e a China. Num momento de corrida por investimentos tecnológicos, não aproveitar essa capacidade de endividamento é um erro grave", declarou Macron à imprensa. O presidente ainda disse ter uma abordagem “profissional” com Trump e que o diálogo com o norte-americano é sempre “respeitoso e previsível, mas não fraco”.
“Nunca insultei os EUA, seu povo ou seus líderes. Mas quando há agressão flagrante, não devemos nos curvar nem tentar chegar a um acordo. Tentamos essa estratégia por meses, e não funciona”, completou.
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