07 de Março de 2026

Carnaval eleva risco de crimes digitais; saiba como se proteger


Além da perda do equipamento, especialistas alertam para os riscos relacionados ao acesso a dados pessoais e bancários armazenados nos dispositivos. Para Heliezer Viana, sócio BPO Tecnologia e Inovação na Forvis Mazars, os danos podem ultrapassar o valor do aparelho.

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“Hoje, colocamos em nossos smartphones muitas informações, desde fotos importantes de família, momentos de viagens, conquistas, informações de banco, senhas, contatos, acessos a redes sociais, dados relacionados à saúde, esportes praticados, entre muitos outros. Essas informações em mãos erradas são consideradas ‘minas de ouro’”, afirma.

Segundo o executivo, os criminosos tentam acessar contas bancárias, enviar mensagens para contatos da vítima para aplicar golpes, vender dados como RG, CPF e endereço, além de utilizar informações para intimidação. Também são registrados casos de clonagem do número do celular, acesso a aplicativos de varejo para compras indevidas e desmontagem do aparelho para revenda de peças.

Entre as recomendações para reduzir prejuízos está a adoção de medidas preventivas antes de sair de casa. Viana orienta a instalação do aplicativo Celular Seguro, do Governo Federal, que permite o bloqueio do acesso a aplicativos bancários em caso de furto ou roubo. Outra opção é o BC Protege+, voltado à prevenção de abertura de contas bancárias indevidas.

Ele também recomenda comunicar imediatamente a operadora para bloqueio da linha, utilizar os recursos de localização e apagamento remoto de dados do sistema operacional, registrar boletim de ocorrência e manter backups em nuvem. O executivo orienta ainda não armazenar senhas em aplicativos de notas, ativar biometria e, se possível, levar para a folia um aparelho de menor valor.

Para o advogado Luiz Augusto D’Urso, especialista em direito digital e presidente da Comissão Nacional de Cibercrimes da Abracrim, os crimes digitais se intensificam nesse período. “São vários os crimes digitais praticados durante o carnaval. Quando falamos de internet, os mais comuns são relacionados à venda de ingressos, onde o criminoso realiza a venda em sites falsos ou clonados e não faz a entrega”, afirma.

*Estagiário sob a supervisão de Mariana Niederauer

 

Fonte: correiobraziliense

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