O presidente do Peru, José Jeri, foi destituído do cargo pelo Congresso do país, nesta terça-feira (17/2). Afastado por envolvimento em um escândalo que envolveu encontros não divulgados com um empresário chinês, Jeri passou apenas quatro meses como chefe do poder executivo do país.
A destituição aconteceu após formação de maioria simples em uma moção de censura. Ao todo, foram 74 votos a favor, além de 24 contrários e três abstenções. A concretização da saída de Jeri dá continuidade à rotatividade de líderes no país.
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"A mesa diretiva declara a vaga do cargo de presidente do Congresso da República e, em consequência, encontra-se vago o cargo de presidente da República", afirmou Fernando Rospigliosi, encargado titular do Congresso, durante a sessão. O sucessor de Jeri será o oitavo presidente peruano nos últimos oito anos.
Apesar de relatar que um julgamento de impeachment fosse mais justo, José Jeri e aliados acataram o resultado da votação de censura. Agora, os porta-vozes das bancadas se reunirão para definir uma relação de candidatos à presidência do Congresso. Uma votação legislativa tomará forma.
Jeri, de 39 anos, assumiu o cargo em outubro de 2025. À época, a presidente Dina Boluarte foi destituída. O recém-saído mandatário foi acusado de fazer reuniões não oficiais com empresários chineses. Um dos encontros, inclusive, desencadeou na abertura de uma investigação por tráfico de influência.
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