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A divulgação da análise pela entidade ocorreu um dia após os Estados Unidos confirmarem uma trégua de duas semanas nos confrontos. Embora houvesse o anúncio do cessar-fogo, ainda não há perspectivas do fim do conflito, já que o Irã anunciou que a pausa no confronto foi rompida após os EUA bombardearem, nesta quarta, ilhas iranianas.
A escalada de tensão ocorre ainda ocorreu com o anúncio de que Teerã vai fechar novamente o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte marítimo de petróleo. Com a manutenção do conflito, segundo o estudo da FIEMG, os impactos para o Brasil serão o aumento dos custos de energia e insumos estratégicos, como fertilizante, com efeitos diretos sobre as cadeias produtivas e o preço final ao consumidor.
O estudo, no entanto, não considera efeitos da medida provisória que prevê subvenções a combustíveis e da publicação de decretos que isentam combustível de aviação.
Quanto aos níveis de restrição à oferta global de produtos estratégicos exportados pela região diante das limitações do comércio marítimo via Estreito de Ormuz, a análise da entidade considera três cenários — moderado, severo e extremo.
Para o economista-chefe da FIEMG, João Gabriel Pio, o principal alerta está na natureza do choque.
“O estudo mostra que o impacto para o Brasil ocorre predominantemente pelo canal de custos. Ou seja, mesmo com efeitos relativamente limitados sobre a atividade, a inflação tende a subir de forma relevante, pressionando empresas e consumidores. Em cenários mais extremos, esse movimento pode comprometer a competitividade da indústria e exigir maior atenção da política econômica”, destacou.
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