09 de Junho de 2026

'Pix virou o nosso símbolo maior de soberania financeira', diz Durigan


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (9/6) que o governo brasileiro acompanha com preocupação as ameaças de sanções comerciais dos Estados Unidos envolvendo o Pix, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central.

Ele classificou a ferramenta como um símbolo da soberania financeira nacional e defendeu que eventuais disputas comerciais não resultem em punições amplas ao país.“A nossa preocupação com Pix é porque o Pix virou o nosso símbolo maior de soberania financeira”, afirmou ao Uol.

As declarações ocorrem em meio ao aumento das tensões entre Brasil e Estados Unidos após a abertura de investigações comerciais e tarifas por parte do governo norte-americano. Segundo Durigan, medidas que afetem a percepção internacional sobre a economia brasileira podem gerar impactos negativos sobre investimentos e avaliações de risco do país.

“Nós não deveríamos ter uma espécie de punição geral ao país. O que a gente deveria afastar são grandes ameaças ao país como um todo, dizer que o Pix no Brasil pode estar afetado com isso prejudica a avaliação da agência de risco e o grau de investimento do Brasil”, declarou.

Para avançar na resolução do impasse, Durigan confirmou que uma reunião bilateral deve ocorrer de forma virtual nos próximos dias. O encontro tratará especificamente da questão das tarifas, e contará com a presença de seu colega de governo, o ministro Márcio Elias Rosa, e do representante do Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. Segundo ele, o Pix está fora de pauta.

Durigan afirmou, ainda, que acompanhará as discussões e ressaltou que a conversa diplomática não pode ser precipitada, exigindo a apresentação de diagnósticos claros sobre os reais impactos econômicos de eventuais retaliações.

O ministro enfatizou o que o Brasil está disposto a colocar na mesa de negociações, limitando o diálogo a demandas setoriais, como no agronegócio, na indústria aeronáutica e em setores de serviços, infraestrutura, telecomunicações e tecnologia de nuvem. "Esse debate setorial cabe porque é o debate civilizado que se faz entre países que têm demandas pontuais em relação ao outro", explicou.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

Fonte: correiobraziliense

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