09 de Junho de 2026

Nariz entupido: saiba diferenciar rinite, sinusite, gripe e covid


A chegada do frio muitas vezes traz junto o nariz entupido, um sintoma comum em casos de rinite, sinusite, resfriado, gripe e covid-19. As causas e tratamentos, no entanto, variam conforme a doença, tornando o diagnóstico correto essencial para evitar complicações.

A rinite, uma das alergias mais prevalentes, afeta cerca de 30% da população brasileira, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). Identificar a origem do problema desde o início ajuda a reduzir o risco de agravamento, já que infecções respiratórias podem evoluir para quadros como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Dados do Ministério da Saúde mostram que, até 18 de abril de 2026, o Brasil registrou 5,5 mil casos de SRAG por influenza, com 352 mortes.

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Nadine Scariot, otorrinolaringologista, alerta que nem todo sintoma nasal é rinite ou sinusite. A rinite atinge a mucosa superficial do nariz, causando a sensação de que ele “tranca e destranca”. O quadro provoca coceira, espirros, olhos lacrimejando e secreção clara.

A sinusite, por sua vez, apresenta uma congestão mais pesada e persistente, acompanhada de pressão no rosto, peso na cabeça e redução do olfato. Já no resfriado, a congestão nasal é leve no início, com coriza que se torna mais espessa com o tempo.

A gripe, causada pelo vírus Influenza, manifesta-se com febre alta repentina, dores musculares intensas e prostração. Na covid-19, o sinal mais característico é a perda súbita do olfato, que pode ocorrer mesmo sem o nariz estar entupido.

Muitas vezes, a sinusite surge após um resfriado ou crise alérgica mal controlada, comprometendo regiões mais profundas da face. É comum o paciente evoluir de um quadro viral simples para dor facial e piora dos sintomas.

As baixas temperaturas não provocam infecções. O clima frio e seco favorece a irritação das vias aéreas e a circulação de vírus. A baixa umidade prejudica a capacidade do nariz de filtrar partículas, e as pessoas tendem a ficar mais tempo em ambientes fechados e pouco ventilados.

Falta de ar, febre persistente e piora progressiva do estado geral são sinais que exigem avaliação médica urgente. Ricardo Gullit, clínico médico, destaca que idosos, crianças e pacientes com doenças crônicas precisam de cuidado redobrado.

Hábitos simples ajudam a reduzir as crises. Manter os ambientes ventilados e trocar roupas de cama regularmente são algumas medidas. A lavagem nasal com soro fisiológico também alivia o desconforto, pois ajuda a fluidificar secreções e remover partículas irritantes.

A vacinação é fundamental para prevenir formas graves de doenças infecciosas, reduzindo o risco de complicações e hospitalizações. Gullit reforça que vacinas contra gripe, covid-19, pneumonia e herpes-zóster são ferramentas importantes para a saúde. Por isso, é recomendado conversar com um médico para avaliar quais são indicadas e o melhor momento para aplicá-las.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Fonte: correiobraziliense

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