12 de Junho de 2026

Novo estudo mostra quem consegue reabilitação intensiva após um AVC


Menos de um em cada quatro pacientes que sofreram um Acidente Vascular Cerebral (AVC) recebem alta para uma unidade de reabilitação intensiva. O número é ainda menor para pessoas com traumatismo cranioencefálico, com menos de um em cada sete pacientes sendo encaminhado para este tipo de cuidado.

A constatação vem de um estudo publicado na revista "Neurology® Open Access", que analisou 444.908 registros de saúde em cinco estados. A pesquisa, focada em adultos com Acidente Vascular Cerebral (AVC), traumatismo cranioencefálico e lesão medular traumática, revelou que apenas 22% foram para reabilitação hospitalar, enquanto 26% seguiram para casas de repouso e 54% foram para casa.

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Farhaan S. Vahidy, autor do estudo e membro da Academia Americana de Neurologia, destaca que a reabilitação intensiva pode melhorar a recuperação. "As instalações de reabilitação para pacientes internados oferecem cuidados mais intensivos, geralmente mais de três horas por dia, do que as instalações de enfermagem especializada", explicou.

A análise identificou diferenças significativas no acesso ao tratamento. Mulheres apresentaram 19% mais chances de serem encaminhadas para a reabilitação do que homens. Pessoas negras tiveram 29% mais chances do que pessoas brancas, mas hispânicos registraram uma probabilidade 22% menor.

Contudo, ao comparar apenas os destinos de reabilitação e casas de repouso, pessoas negras tiveram uma chance 10% menor de ir para um centro de reabilitação em vez de uma unidade de enfermagem especializada.

O tipo de plano de saúde também influenciou. Ter um plano privado ou Medicaid, em comparação com o Medicare, foi associado a uma chance 12% menor de alta para reabilitação hospitalar. O mesmo percentual foi observado para residentes de áreas de maior renda em comparação com as de menor renda.

Os pesquisadores ressaltam que os resultados se baseiam em dados administrativos e não permitem determinar relações de causa. Fatores sociais e individuais não registrados nos prontuários não foram considerados na análise.

"Garantir o acesso equitativo à reabilitação intensiva hospitalar pode ajudar a melhorar os resultados a longo prazo para pessoas com essas condições", afirmou Vahidy. "Estudos futuros devem examinar mais a fundo as diferenças nos cuidados e desenvolver intervenções para reduzir as disparidades."

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Fonte: correiobraziliense

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