12 de Junho de 2026

Expansão do universo continua: novo estudo reafirma teoria de Nobel


Astrônomos afirmam que a compreensão sobre o universo permanece sólida. Um novo estudo constatou que a expansão do cosmos ainda está em aceleração, confirmando o que se acreditava anteriormente.

No fim de 2025, uma equipe de pesquisadores havia chocado a comunidade espacial ao alegar que as evidências da energia escura, uma força misteriosa que impulsiona a expansão, estavam enfraquecendo. Segundo eles, a expansão não estaria mais acelerando.

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Aquele grupo sugeriu que os métodos usados para medir a expansão do universo por meio de supernovas, ou estrelas em explosão, eram fundamentalmente falhos.

Contudo, um novo estudo liderado pela Universidade de Southampton reavaliou os dados e concluiu que o universo está se comportando exatamente como previsto. O artigo foi publicado no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Entre os especialistas por trás da nova pesquisa estão os renomados astrofísicos Adam Riess e Brian Schmidt, ambos ganhadores do Prêmio Nobel.

O autor principal, Dr. Phil Wiseman, da Universidade de Southampton, afirmou que o debate gerado pelas revelações do ano passado foi resultado de um mal-entendido científico, e não de uma falha no próprio universo.

“As medições anteriores, amplamente aceitas, estavam, na verdade, corretas, e nossa compreensão atual do destino do universo permanece sólida”, disse Wiseman. “Ao provarmos que nossas medições estão corretas, podemos voltar a tentar entender o que é, de fato, a energia escura”.

A constatação da expansão acelerada do universo rendeu o Prêmio Nobel de Física em 2011 aos professores Riess e Schmidt, junto com o astrofísico americano Saul Perlmutter. Se as previsões de 2025 fossem verdadeiras, teriam desmantelado suas descobertas e quase três décadas de progresso astronômico.

Para medir o universo, a equipe de Southampton analisou supernovas do tipo Ia, que são explosões violentas e luminosas de estrelas anãs brancas, para calcular vastas distâncias cósmicas.

O estudo de 2025 afirmava que, à medida que o universo envelhecia, essas supernovas apresentavam brilhos máximos diferentes, enganando os astrônomos. A nova pesquisa, porém, descobriu que o erro estava na forma como a idade dessas estrelas era estimada.

A análise provou que as descobertas anteriores assumiam incorretamente que a idade de uma galáxia era a mesma da estrela que explodiu. O artigo de 2025 também não considerou a massa das galáxias hospedeiras, uma correção padrão usada na cosmologia moderna.

Professor Mark Sullivan, também de Southampton, disse que desafiar teorias aceitas é fundamental para a ciência. "É assim que o progresso acontece", afirmou. “Embora essa ideia não tenha se mostrado correta, ela abriu novas perspectivas sobre como podemos medir a energia escura com mais precisão.”

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Fonte: correiobraziliense

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