Centenas de presos que deixaram as cadeias para a saidinha de Natal não retornaram ao sistema prisional. Em São Paulo, quase 400 detentos que estavam em saÃda temporária foram presos novamente e reconduzidos aos presÃdios na última semana em todo o Estado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, eles descumpriram medidas previstas pelo benefÃcio. O problema afeta diversos Estados e todas as regiões do paÃs. No Rio de Janeiro, por exemplo, dos 1.785 contemplados do regime semi-aberto, mais de 250 não voltaram ao centro de detenção até à s 22h do dia 30 de dezembro após terem o privilégio da visita periódica ao lar no dia 24 de dezembro. Agora, eçes são considerados foragidos da Justiça, com um novo mandado de prisão expedido, além de perder o direito de novas saÃdas.
O professor de direito penal da PUC de São Paulo, MaurÃcio Januzzi, afirma que cerca de 30% dos presos não retornam das saÃdas temporárias. Desse Ãndice, aproximadamente 20% voltam a praticar crimes. Ele indica que são necessários exames mais apurados sobre os criminosos. “O fato dele não ter cometido nenhum tipo de falta grave dentro do sistema penitenciário não serve por si só para liberá-lo. Seria necessário esse exame criminológico e de uma assistência social para saber aonde esse indivÃduo estará fora da penitenciária, com quem estará, se ele tem famÃlia, se não tem, se ele pode ou não estar inserido ou não no mercado de trabalho, etc”, avalia.
Apesar do que rege a lei que concede a saÃda temporária a detentos que cumpriram parte da pena, muitos desses presos que recebem o benefÃcio ainda não estão capacitados a voltar ao convÃvio da sociedade. “Nós sabemos que são poucos os presos dentro do sistema que são ressocializados porque não existe um trabalho laboral, um trabalho psicológico ou até mesmo pessoal de melhorar essa pessoa, enquanto sensação da sua periculosidade, enquanto um delinquente. Portanto, a lei está correta, mas não está sendo aplicada de forma adequada porque já se sabe há muito tempo que a pena não ressocializa a maioria. E, portanto, essas saÃdas, muito embora sejam obrigatórias pela lei de execução penal, elas geram este perigo porque eu estaria colocando pessoas que não estão ressocializadas de volta ao convÃvio social”, afirma o professor.
MaurÃcio Januzzi ressalta que diversos presos que não retornam à s cadeias têm dÃvidas com facções criminosas. “A maioria dos presos que saem na saÃda e que não retorna ou que praticam esses crimes muitas vezes tem dÃvidas com algumas facções criminosas. DÃvidas que foram contraÃdas dentro do sistema e que, uma vez fora do sistema, eles têm que pagar essas dÃvidas. E, muitas vezes, eles acabam cometendo novos crimes para que possam desfrutar das benesses do que esse crime organizado, esses partidos criminosos, oferecem dentro da penitenciais”, observa.
Fonte: jovempan
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