10 de Março de 2026

Depressão cresce 40% entre os homens. O colapso mental era previsto, e agora?


Depressão cresce 40% entre os homens na pandemia Foto: Pexels

A Covitel divulgou recentemente o seu Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas não Transmissíveis em Tempos de Pandemia, revelando algo que profissionais da saúde mental, como eu, já haviam previsto assim que os governadores e prefeitos passaram a implementar no Brasil a política do “fecha tudo”, em 2020.

Segundo o documento, os diagnósticos de depressão no Brasil cresceram incríveis 41% de março de 2020 a abril deste ano (2022). O cenário também foi confirmado pelo Ministério da Saúde em uma revisão com 29 pesquisas sobre o tema, apontando que antes da crise sanitária, 12,9% desse segmento relatava problemas depressivos, enquanto durante a pandemia a taxa subiu para 25,2%.

Em junho de 2020, na minha coluna para o Opinião Crítica, eu já havia alertado sobre isso de forma muito clara: “Os números de depressão e suicídio tendem a aumentar com o isolamento social e o pânico gerados pelas mídias em relação ao coronavírus.”

Na época, escrevi que “tal condição causa sim danos à nossa psiquê. Precisamos nesse momento repensar nossas medidas de proteção, a fim de aliviar dores emocionais de pessoa que já se encontram fragilizadas por outros motivos.”

Também apontei o quanto o terrorismo midiático sobre o assunto contribuiu para o agravamento dos problemas de ordem mental. Não por acaso, a organização Well Being Trust alertou em maio daquele ano que até 75.000 americanos poderiam morrer de overdose de drogas e álcool ou suicídio em decorrência do “desespero”.

A situação não é diferente em outras partes do mundo. Na Inglaterra, o ministro da saúde Sajid Javid, admitiu em fevereiro desse ano que os índices de problemas relacionados à saúde mental quase dobraram. Matthew Taylor, chefe da NHS do país, chegou a falar em “segunda pandemia” em uma entrevista para o The Guardian, envolvendo inclusive “1,5 milhão de crianças e adolescentes.”

Estudos e análises, individuais (especialistas) ou de grupos mostrando o aumento considerável dos problemas mentais durante a pandemia, portanto, não faltam. A questão é: por que não nos ouviram, lá no começo, na hora em que resolveram defender e implementar medidas irracionais de isolamento radical, prejudicando o convívio humano e também a manutenção de empregos?
Ou será que overdoses, suicídios e internações psiquiátricas não são, também, um grave problema de saúde pública, igualmente merecedor de atenção e prevenção? O fato é que, agora, essa bomba de problemas de ordem mental está explodindo em nossos braços, e poderá causar muito mais danos pela frente.

De forma deplorável, a politicagem e os interesses de mercado falaram mais alto. Tivemos emissora de TV, cuja reportagem pareceu ter sido substituída por boletins funerários. Era manhã, tarde e noite relatando desgraças e ataques ao governo, enquanto a população simplesmente tentava seguir a vida.

Agora, quem vai pagar a conta por essa onda de depressivos pandêmicos, sequelados emocionalmente pelo terrorismo de narrativas?

Quantos governadores, prefeitos e mídias vão se responsabilizar pelas políticas e notícias sensacionalistas, irracionais e antissociais? Essa é a pergunta que sem dúvida não será respondida tão cedo, se é que algum dia será!

Fonte: plenonews

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