Conheça histórias de pessoas que ganham a vida trabalhando com chocolate, um dos produtos produzidos em Marília mais exportados para outros países.

O químico e técnico em alimentos Reinaldo Bortoleto, de 45 anos, trabalha com produção de chocolate desde 1997, quando conquistou seu primeiro emprego. Em Marília (SP), onde ele atua, o produto é um importante gerador de emprego e renda.
No Dia do Chocolate, comemorado nesta quinta-feira (7), o temmais.com conversou com pessoas que ganham a vida através do doce, que, além do adorado ao leite, tem diversas variações, como o meio ou muito amargo, preferência de Reinaldo, inclusive.
“Chocolate é minha vida, nunca trabalhei com outra coisa. É fazendo chocolate que pago minhas contas e da minha família”, disse o técnico, que recentemente pôde conhecer plantações de cacau no Pará.
Reinaldo Bortoleto visita plantação de cacau (Foto: Arquivo pessoal)
A empresa em que ele trabalha distribui seus produtos de chocolate para algumas das principais redes de atacado e varejo do país. A fábrica tem buscado fornecedores cada vez melhores e pretende processar em Marília a castanha que dá origem ao produto final.
A participação dos derivados do cacau em 8,5% em toda a exportação do município no primeiro semestre deste ano dá ideia da importância econômica do produto para a cidade, conhecida como Capital Nacional do Alimento.
Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, e revelam um aumento na venda desse tipo de produto feito em Marília para outros países, com crescimento de 17,8% nas exportações em comparação com o mesmo período do ano passado.
Fonte: Ministério da Indústria, Serviços e Comércio Exterior
Se a indústria mariliense, de modo geral, tem 13,7 mil pessoas empregadas com carteira assinada, só o segmento de fabricação de derivados do cacau, de chocolates e confeitos concentra 1.095 trabalhadores formais.
Os números são de maio, divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e também sugerem bom momento para o setor, apesar do aumento de preços. Desde o começo do ano, as contratações cresceram 2,72% no segmento.
A empresa em que Reinaldo trabalha emprega cerca de 50 funcionários, mas, na alta temporada, marcada pelos meses que antecedem a Páscoa, chegam a ser empregadas até 150 pessoas.
Influencer e chocolatier Renata Diniz (Foto: Renata Diniz/Divulgação)
Existem empregadores ainda maiores, mas também há cada vez mais empreendimentos quase familiares, cuja importância na economia local não podem ser subestimados. É o caso da empresa chefiada pela influencer e chocolatier Renata Diniz.
Ela começou no ramo há sete anos, por necessidade, após seu pai perder o emprego. Hoje, além de seus próprios familiares, também trabalham com ela diretamente quatro pessoas, mais entregadores, já que o forte é o atendimento delivery.
“Começamos com cones, com bastante chocolate, casquinha recheada com trufas e brigadeiro. É sucesso até hoje”, conta Renata, que expandiu a quantidade de produtos à base de chocolate.
Renata Diniz garante sustento de quatro famílias além da sua com chocolate (Foto: Renata Diniz/Divulgação)
“O chocolate me possibilita fazer muita coisa, barras recheadas, chocolate puro com recheios cremosos. Amo fazer brigadeiro tradicional, saindo quentinho da panela, é uma delícia”, contou a empresária.
O negócio, que começou pequeno, hoje fatura cerca de R$ 50 mil por mês com chocolate fazendo parte da grande maioria dos itens comercializados. E as vendas não param de crescer, mesmo com a crise.
“O chocolate oferece um acalento, um carinho, é o que chamamos de comfort food”, definiu a profissional, que se declara apaixonada por seu trabalho, sucesso inclusive nas redes sociais.
Renda da empresa de Renata é de R$ 50 mil por mês, em média (Foto: Renata Diniz/Divulgação)
Fonte: Portal Tem+.com
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