10 de Março de 2026

‘Dor persiste e a justiça não foi feita’, diz irmão de vítima do acidente da TAM


Agência Brasil

Há 15 anos, no dia 17 de julho de 2007, um avião AirBus A320 da companhia aérea TAM se chocava contra um prédio da própria empresa, após dificuldades para pousar o aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Considerado o maior acidente aéreo da aviação brasileira, a tragédia deixou 199 mortos, incluindo 187 pessoas que estavam na aeronave e 12 no edifício. Após investigações, a Polícia Civil de São Paulo defendeu o indiciamento de 13 pessoas e o Ministério Público Federal chegou a fazer denúncia dos envolvidos, mas a Justiça os inocentou, deixando para os familiares o amargo sentimento de injustiça. “A dor persiste, a saudade continua e a justiça não foi feita. Tivemos 199 pessoas condenadas, que foram mortas, e centenas de familiares que ficaram em um limpo de saudade, de dor, sem ver a justiça sendo feita”, afirmou Roberto Correa Gomes, irmão da Mario Gomes e membro da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ 3054 (Afavitam). “A Justiça errou, foi conivente e não cumpriu o seu papel. Isso causou um gosto amargo na maioria dos familiares”, completou.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, neste domingo, 17, Roberto mencionou que durante esses quinze anos, apesar do sentimento de injustiça, as famílias nunca procuraram uma “revanche ou vingança”. Pelo contrário, o lema do grupo de familiares se tornou a vida. “Fizemos várias ações de alerta para justamente evitar que acidentes, seja na aviação ou em qualquer outro meio de transporte, acarretem em tantas vítimas e tenham suas origens coisas básicas que deveriam ser respeitadas”, mencionou. No momento do acidente, em 2007, o avião da TAM atravessou a pisto do aeroporto de Congonhas em 24 segundos após tocar o solo, se chocando em seguida com o edifício da empresa e explodindo. Também à Jovem Pan, o presidente da Afavitam, Dario Scott, afirma que a pista estava sendo reformada em meio aos Jogos Pan-Americanos no Brasil, o que causou uma pressão para que o aeroporto voltasse a funcionar. “Existe a possibilidade do avião ter feito a pausa sem os dois reversores estarem funcionando. Ainda assim, foi uma sucessão de ‘coisas permitidas’ para acontecer esta catástrofe”, afirmou Scott, que perdeu a sua única filha, de 14 anos, no acidente.


Fonte: jovempan

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