O infectologista e secretário de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde, David Uip, realizou uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 04, e alertou a população sobre a disseminação da varíola dos macacos. De acordo com o médico, é um erro estigmatizar a doença sobre um determinado grupo – como foi feito nos primeiros casos registrados de HIV, nos anos 80. “Nós fizemos tudo errado na parte de comunicação, nós, profissionais de saúde. Naquele momento virou uma coisa muito chata, virou uma doença preconceituosa, estigmatizante, e nós pagamos o preço por esse erro até hoje”, disse. Uip também ressaltou que a incidência sobre o vírus nestes grupos é transitória e, em breve, incidirá sobre a população em geral. “Daqui a pouco, todas as pessoas vão estar passíveis de contaminação, então este cuidado nos faz dividir a comunicação para o público geral e a comunicação para grupos mais prevalentes. Por exemplo, nós já temos casos em crianças, em mulheres grávidas, e em mulheres e homens que moram nas ruas”, afirmou após atualizar os números da doença em São Paulo. No território paulista, já foram contabilizados 1.298 diagnósticos positivos para a varíola dos macacos, sendo que destes infectados, 97% são homens. No total, há 45 mulheres com a doença, sendo duas grávidas. No Estado, 98% dos casos são leves. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu aos rapazes que se relacionam com outros homens para que reduzam o número de parceiros sexuais, a fim de diminuir a sua exposição à doença.
Fonte: jovempan
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