09 de Março de 2026

Taxa de transmissão para de crescer, mas pesquisador alerta: ‘SP ainda terá muitos casos nas próximas semanas’


Após atingir o pico na última sexta-feira, 28, a taxa de transmissão da Covid-19 começou a desacelerar na cidade de São Paulo. Os dados são da ferramenta Info Tracker, desenvolvida por pesquisadores da USP e da Unesp. Embora o índice tenha parado de ascender, o patamar ainda está elevadíssimo, em 1,8 — o que significa que cada 100 pessoas infectadas pela doença transmitem para outras 180. Sendo assim, mesmo com a estabilização da taxa, a queda de casos não acontecerá de imediatado. “Embora a taxa de transmissão tenha atingido estabilidade, ou seja, parou de ascender, ainda haverá muitos casos na capital para as próximas semanas em vista da taxa ainda estar acima de 1,0, isto é, a situação ainda é crítica na capital e vai continuar dessa maneira por pelo menos nas próximas duas ou três semanas”, explicou o coordenador do Info Tracker e professor da Unesp, Wallace Casaca, à Jovem Pan.

Número Efetivo de Reprodução do Vírus (Taxa de Contágio)

O pesquisador alerta que o aumento no número de contaminados pela Covid-19 nas próximas semanas pode pressionar ainda mais o sistema de saúde no município, que já está colapsado em algumas regiões. Segundo a ferramenta, a cidade soma 1.913 internados, sendo 1.211 em leitos de enfermaria e 702 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Apesar da cautela, se a taxa de transmissão continuar a diminuir, há a expectativa de que o número de infectados pela doença comece a reduzir ainda em fevereiro. “A ‘notícia positiva’ é que essa taxa, que vinha numa ascendente desde o ano passado, atingiu seu pico, a taxa parece ter parado de crescer nesses últimos dias, no entanto, ela ainda está em um patamar muito elevado. Se esse cenário se manter, há, sim, a expectativa de que os casos de Covid comecem a cair de forma sustentada ainda em fevereiro“, afirmou Casaca. A ferramenta prevê que o índice alcance 1,79 ainda esta semana, na sexta-feira, 4. “O ideal é que a taxa fique abaixo de 1,0 por pelo menos duas semanas para que possamos afirmar que há controle da doença. Ou seja, ainda há um caminho considerável a ser percorrido”, finalizou o coordenador.


Fonte: jovempan

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